Inovação na gestão pública: oportunidades e desafios

25/10/2021 22:16:04

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Principais pontos da leitura

A adoção da inovação na gestão pública é um processo evidente nos dias de hoje. Podem-se observá-las na modernização de processos.
A adoção de práticas inovadoras demanda tempo, preparo e experimento.
O objetivo é zelar pela participação coletiva e ouvir opiniões diversas, para se chegar a soluções inovadoras e resultados de impacto.

A adoção da inovação na gestão pública é um processo evidente nos dias de hoje. Podem-se observá-las na modernização de processos, gestão de recursos humanos, atendimento ao cidadão, controle de fluxos e resultados, estruturação organizacional, mensuração de resultados, entre outras áreas. Isso acontece a partir do uso de tecnologias associadas a transformações digitais, direcionados ao aperfeiçoamento da gestão.

Mas, afinal, o que é inovar?

Inovar é explorar novas ideias e possibilidades de forma bem-sucedida. Para uma empresa ou instituição, isso acontece quando a combinação de diferentes fatores propicia a criação ou aperfeiçoamento de processos, produtos, serviços, organização institucional etc. O novo é posto em prática, gerando mudanças intencionais.

Quando o assunto é administração pública, surge a necessidade de resolução de alguns desafios, chamados de ‘wicked problems’, cujas soluções fogem das conhecidas práticas burocráticas que permeiam o aparelho público, assim como da replicação de soluções aplicadas à iniciativa privada e que não se encaixam na realidade da gestão pública nacional.

Contudo, existem ainda entraves que perduram no dia a dia das instituições governamentais. Por isso, apesar do apoio ao novo ser de concordância geral no campo retórico, é difícil realizar a aplicação prática da inovação na gestão pública.

Entraves para a mudança

A adoção de práticas inovadoras demanda tempo, preparo e experimento. Da mesma maneira que não nos tornamos especialistas em um esporte só por que decidimos começar a praticá-lo, não viramos inovadores simplesmente pelo desejo de que assim seja.

Na gestão pública, é preciso que haja uma interação da equipe com novas práticas, ferramentas e abordagens ligadas à inovação organizacional. Isso pode acontecer a partir de cursos e treinamentos para o aprendizado de tecnologias recentes. Entretanto, há fatores limitantes neste sentido, como você pode observar a seguir.

Falta de tempo

Muitas horas de trabalho não são sinônimo de resultados satisfatórios. Toda a equipe deve ter um ambiente aberto a novas possibilidades, ainda que este signifique apenas a aceitação de sugestões e compartilhamento de experiências. Só assim se consegue começar a inovar.

Falta de oportunidades

Participar de cursos e eventos e se inteirar das novidades em relação a temas como tendências e tecnologias para a inovação organizacional é essencial para abrir a mente da equipe para ideias e projetos inovadores. Além disso, um líder ou gestor deve saber identificar servidores que são capazes de estar em projetos com resultados mais decisivos.

Falta de colaboração

Não dá para cada membro se perder em suas próprias ideias e projetos de aceleração. Todos devem estar alinhados e, juntos, gerir seus conhecimentos e propostas individuais.

Um caminho sem volta

Existem aspectos internos que costumam contribuir para o surgimento de uma cultura inovadora nas organizações e, consequentemente, para o aumento do uso da tecnologia na gestão pública. Neste sentido, chama a atenção uma mudança que tem se estabelecido em corporações privadas e contagia os organismos públicos, de modo a promover uma transformação na cultura organizacional das instituições.

O objetivo é zelar pela participação coletiva e ouvir opiniões diversas, para se chegar a soluções inovadoras e resultados de impacto. Tanto é que passaram a ser criados núcleos específicos para isso dentro das próprias organizações. Incubadoras, fábricas de ideias e laboratórios de inovação são alguns dos nomes que estas unidades recebem. Sua finalidade, claro, é alcançar continuamente processos e resultados melhores para a instituição.


Fonte: AFTM Blog

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