A primeira fase de um investidor

Por Dannielle Porto / Consultora de Investimentos CVM

Nos textos anteriores falamos sobre Perfil Financeiro e Análise de Controle Financeiro, dois temas obrigatórios para quem está começando a jornada do investidor de longo prazo! Se você chegou aqui e ainda não leu os textos anteriores, corre que ainda dá tempo!  

Hoje falaremos sobre investimentos. Preparados?

Vamos começar pensando sobre o significado de uma Frase:

“Dinheiro gera dinheiro.”

O que essa frase significa para você? Já pensou em usar o dinheiro a seu favor?  Você já ouviu falar em juros compostos?

Para entender sobre investimentos é interessante começar aprendendo alguns conceitos básicos e um deles é “juros compostos”.

Muitas pessoas, quando pensam sobre dinheiro, imaginam somente nas coisas que o dinheiro pode comprar, e não se dão conta que o próprio dinheiro é um produto. Quando você recorre a empréstimos ou compras parceladas, é possível que esteja “comprando dinheiro” com uma taxa de juros alta.

Quando você faz um empréstimo, terá que devolver com juros e correção monetária. Neste caso você será um devedor. Mas você também poderá aplicar seu dinheiro e depois recebê-lo com juros e correção monetária. Neste caso você será um investidor!

Há muitas maneiras de investir dinheiro e obter renda.  Como por exemplo:

  1. Ativos Financeiros: Renda Fixa ou Renda variável. Os dois ativos têm grandes diferenças, especialmente na rentabilidade, que oferecem boas oportunidades de escolha, dependendo do perfil de cada investidor! 

A renda fixa é a modalidade de investimento em que, no momento da compra, o investidor já sabe exatamente o quanto vai receber ao final do prazo da aplicação, caso permaneça com o ativo até o vencimento. Os mais conhecidos são CDBs, LCI/LCA e títulos do Tesouro Direto. 

Na renda variável, os ativos estão mais expostos às variações do mercado e do cenário macroeconômico. Como acontece com as ações. O valor de uma ação, por exemplo, pode variar diversas vezes em um único dia. O investidor não sabe o quanto essa ação vai render, correndo mais riscos, mas com possibilidades de ganhos maiores.

Resumo: 

Renda Fixa: Você sabe, no momento da compra, quanto vai receber se ficar com o ativo até o vencimento. Cuidado, existem ativos de renda fixa extremamente arriscados.

Renda Variável: Você “NÃO” sabe, no momento da compra, quanto terá de rendimentos em determinado horizonte de tempo.

  1. Ativos Reais: Imóveis, empresas ou negócios. Diferentemente dos títulos financeiros, ativos reais se referem à bens físicos comprados por um investidor na esperança de obter lucro ao longo do tempo. É quase impossível usar os ativos reais como reserva de emergência, por exemplo, por conta da dificuldade de transformá-los em dinheiro rapidamente (Liquidez).

Lembra que falamos sobre juros compostos no começo do texto, vamos usar um exemplo prático.

Quando você usa o limite da sua conta corrente, o famoso cheque especial, está fazendo um empréstimo (dívida). No próximo mês você terá que pagar o principal mais os juros calculados em cima do valor que você utilizou naquele momento. Se no próximo mês você não efetuar o pagamento total, o banco te cobrará juros também em cima dos juros que você deixou de pagar. Esses são os juros compostos, ou “juros sobre juros! Assim começa uma bola de neve. 

Sabe qual é a parte boa dos juros compostos? É que você pode usá-lo a seu favor, através dos investimentos!

Vou fazer um exemplo bem fácil de entender:

Vamos supor que você aplicou R$100.000,00 a uma taxa de 1% ao mês, quanto você terá em 6 meses?

Valor no início do mêsJuros no mêsValor Disponível
Mês 1100.0001% de 100.000 = 1.000101.000
Mês 2101.0001% de 101.000= 1010102.010
Mês 3102.0101% de 102.010= 1020,10103.030,10
Mês 4103.030,101% de 103.030,10= 1030,30104.060,40
Mês 5104.060,401% de 104.060,40= 1041,60105.101,01
Mês 6105.101,011% de 105.101,01= 1051106.152,02

Após 6 meses você terá R$ 106.152,02. Parece pouco, mas imagine essa mesma aplicação por 10 anos. Você teria R$ 330.038,69.  

JUROS COMPOSTOS… CRESCEM! 

Agora que você percebeu na prática o poder dos juros compostos, imagine se você potencializar seus investimentos com aportes mensais!

“TEMPO É DINHEIRO!”

Além da taxa de juros sobre o capital inicial, dois fatores são importantes para garantir o sucesso do seu investimento: o tempo e os aportes frequentes! Quanto mais tempo você deixar seu dinheiro aplicado e mais aportes você conseguir fazer, mesmo valores pequenos, mais seu dinheiro irá render.

É importante separar mensalmente uma parte dos seus ganhos para investir, ter paciência e força de vontade para evitar gastos e não mexer na aplicação.

Ao escolher seus investimentos, diversifique. Não coloque seu dinheiro em um único lugar. Desenvolva suas habilidades para cuidar do seu dinheiro, leia diariamente, entenda seu momento de vida, seus objetivos, sonhos e necessidades.

Planejando um investimento

Que tal simular um investimento de acordo com sua condição financeira atual? Considere um prazo logo para esse projeto, minha sugestão seria 5 anos. Utilize um site para simular, como o site do Tesouro Direto por exemplo. (https://www.tesourodireto.com.br/simulador/). Estipule uma quantia mensal mínima que você aplicará e verifique o resultado ao final do período.

Mão na massa

O que você poderia fazer com este dinheiro que guardou? Se sentiu desafiado a começar? Escreva o seu sonho em um papel, coloque o valor do resultado da simulação, compartilhe esse projeto com alguém especial, troque ideias com profissionais do mercado financeiro, com pessoas que já investem e já conquistaram alguma meta por meio de economias e investimentos. Se ainda tiver alguma dúvida me mande um direct no Instagram @dannielleporto, me informe que leu o texto aqui no site que eu terei alegria em ajudá-lo! 

Tenho certeza de que essa será a sua primeira fase para se tornar um grande investidor! 

Espero ter ajudado!

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