A corrupção atrapalha a economia?

Por Joane Weinert / Investimentos RPPS

CONTEÚDO EXCLUSIVO

A resposta é simples, sim!

A corrupção é um fenômeno social, político e econômico e afeta de forma negativa o desenvolvimento dos países em maior ou menor grau. Quando os organismos mundiais passaram a atuar em esforços nessa frente o assunto passou a ganhar força na agenda política, com a divulgação de estudos voltados a auxiliar na prevenção e no combate à corrupção, mediante a sua mensuração, análise de suas possíveis causas e a criação de diretrizes de boa governança.

O economista Paolo Mauro, em artigo publicado em 1995, apresentou evidências empíricas entre corrupção e desempenho econômico e seu trabalho é hoje referência para o tema. Ele descobriu uma relação negativa entre a corrupção – medida por um índice de eficiência burocrática – e variáveis como investimento e crescimento do PIB per capita. 

A corrupção afeta os investimentos públicos e privados, entre outras áreas, diminuindo o crescimento econômico que, por consequência, aumenta a taxa de pobreza. Países com altas taxas de corrupção tendem a ter recursos naturais abundantes, maior desigualdade na educação, baixa média de anos de estudo secundário e distribuição de terras desigual.

Países com menores índices de desonestidade, como por exemplo, o Canadá, a Noruega e a Dinamarca possuem mais qualidade de vida, uma vez que apresentam os melhores Índices de Desenvolvimento Humano. Menos corrupção significa melhoria dos serviços, tanto públicos como privados, gerando mais renda para a população e movimentando a economia.

Então, além do mau uso dos recursos públicos, a corrupção também altera os incentivos para aumentar sua produtividade e inovar. Esta prática do desvio e do jeitinho não está somente lá no alto escalão, está aqui no nosso dia a dia também.

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