O que é “carência” e “prazo de resgate”?

Por Mário Fernando de Sousa / Sócio Diretor da Sete Confiança

CONTEÚDO EXCLUSIVO

Grande parte dos investimentos dos RPPSs estão alocados em Fundos de Investimentos e, nesse contexto, é fundamental entender alguns conceitos que são fundamentais para entender o mecanismo de funcionamento dos Fundos. 

“Carência” e “Prazo de Resgate” são conceitos simples, mas que são facilmente confundidos. Nas próximas linhas explicaremos a que se refere cada um desses conceitos. Vamos lá!

Carência

Quando falamos em “Carência”, na verdade estamos falando em “Prazo de Carência para Resgate”. Ao dizermos que o prazo de carência para resgate de um fundo é de x dias, isso significa que o fundo possui x dias para efetuar o pagamento do pedido de resgate. 

Ainda falando sobre carência, imagine um cenário em que determinado investidor alocou recursos em um fundo de investimentos com período de carência elevado e por motivo de urgência não poderá esperar o prazo de carência para acessar os recursos. Quando este é o caso, não é incomum que fundos com carência possibilitem a antecipação do resgate mediante pagamento de uma taxa de saída.

Prazo de Resgate

Agora entenderemos as nuances envolvidas no “prazo de resgate”. Quando utilizamos essa expressão entre aspas, geralmente estamos nos referindo a quantos dias após a solicitação do pedido de resgate o recurso estará disponível na conta. 

O que chamamos de “Prazo de Resgate” é um processo pode ser subdividido em outras duas etapas, totalizando um total de três etapas, sendo elas: I) data do pedido do resgate; II) data da conversão de cotas (cotização); III) data do pagamento do resgate. 

Vamos entender cada um desses processos

  1. Data do pedido do resgate: data em que o cotista solicita o resgate;
  2. Data da conversão de cotas (cotização): Data do cálculo do valor da cota para efeito de pagamento do resgate. Na prática, o período de cotização se refere à quantidade de dias, contada a partir da data de solicitação do resgate, para converter a solicitação do cliente em cotas, isto é, quantas cotas do fundo o cotista está vendendo. Geralmente esse prazo é informado em D+X;
  3. Data do pagamento do resgate: É a data da liquidação financeira do pedido do resgate, ou seja, a data em que o recurso será creditado na conta do cotista. 

Vamos a alguns exemplos para facilitar o entendimento da dinâmica de resgates.

Exemplo 1: Fundo com as seguintes características

Data de conversão de cotas: D+0

Data para pagamento do resgate: D+3

Considerando que o dia “D” é o da solicitação do resgate, o cálculo do valor das cotas é realizado no mesmo dia da solicitação (conversão em D+0), e o pagamento do resgate é realizado três dias úteis após a data de solicitação do resgate (D+3).

Exemplo 2: Fundo com as seguintes características

Data de conversão de cotas: D+1

Data para pagamento do resgate: D+4

O cálculo do valor das cotas é realizado no dia seguinte à solicitação (conversão em D+1), e o pagamento do resgate é realizado quatro dias úteis após a data de solicitação do resgate (D+4).

Exemplo 3: Fundo com as seguintes características

Data de conversão de cotas: D+30

Data para pagamento do resgate: D+31

O cálculo do valor das cotas é realizado 30 dias após a solicitação (conversão em D+30, nesse caso normalmente dias corridos), e o pagamento do resgate é realizado um dia útil após a data de conversão de cotas (D+31).

Espero ter ajudado no esclarecimento dos conceitos de carência e prazo de resgate. São informações essenciais no momento da tomada de decisão de investir ou não.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *