Relatório de RPPS: Estudo feito pela Economática

Fonte: Economática

Evolução, maiores gestores de RPPS, Fundos mais comprados, posições indiretas nas carteiras, etc.

Metodologia

– Levantamento efetuado com a plataforma de RPPS do sistema Economatica que possui dados das carteiras dos RPPS desde abril de 2011;

– O levantamento considera todos os RPPS que tenham apresentado pelo menos uma carteira de junho de 2016 até outubro de 2020;

– Os últimos três meses (agosto, setembro e outubro) estão incompletos pelo fato dos RPPS não terem apresentado suas carteiras ou estarem em revisão da CADPREV;

– O levantamento desconsidera o valor do RPPS do estado do Rio de Janeiro por ter valores muito elevados que acabam enviesando a amostra.

– Devemos salientar que o valor consolidado dos três últimos meses é impreciso devido à demora na apresentação das carteiras de alguns RPPS ao CADPREV ou as carteiras estarem em ajustes. A Economatica tem atualização automática das carteiras da CADPREV quando elas são apresentadas pelos RPPS.

Conclusões

O gráfico abaixo apresenta a evolução do patrimônio gerido pelos RPPS de dezembro de 2016 até outubro de 2020.

O patrimônio dos RPPS no mês de julho de 2020 é de R$ 189 bilhões. Para termos uma ideia de grandeza deste valor, a sexta maior empresa listada na Bolsa B3 é o Santander Brasil com valor de mercado de R$ 160 bilhões no dia 09 de dezembro de 2020.

Distribuição do patrimônio dos RPPS por estado

A tabela abaixo apresenta a distribuição do patrimônio dos RPPS por estado e está ordenada pelo maior valor em julho de 2020 devido ao fato de termos alguns RPPS que ainda não têm as carteiras nos últimos 3 meses.

O estado de São Paulo em julho concentra 22,5% do total do patrimônio dos RPPS, seguido pelo estado do Rio Grande do Sul com 13,6% e na terceira posição está o estado do Paraná com 10,3%.

Os três estados com maior participação acumulam 46,4% do patrimônio dos RPPS.

Salientamos que no estado do Rio de Janeiro não consideramos o RPPS do Estado do Rio de Janeiro e sim todos os demais RPPS do estado. Excluímos da amostra este RPPS, porque o valor do seu patrimônio é muito elevado e acaba enviesando o resultado geral. O RPPS do Estado do Rio de Janeiro tem R$ 180,9 bilhões no mês de novembro de 2019 e R$ 3,0 bilhões em julho de 2020. O valor está correto, tendo em vista que o Estado do Rio de Janeiro adicionou a sua carteira em janeiro de 2017 a 2019 o item Royalties em Participação Especial e excluiu no mês de dezembro de 2019.

Distribuição dos recursos do RPPS por tipo de investimento e enquadramento

Na tabela abaixo encontramos a distribuição dos recursos dos RPPS (sem o RPPS do Estado do RJ) por tipo de investimento e enquadramento.

Em julho de 2020, na carteira sob gestão direta dos RPPS estão alocados 56,7% no item (RF – FI 100% títulos TN – Art. 7º, I, b); 11,9% em (RF – FI RF – Geral – Art. 7º, IV, a) e 9,3% em (RV – FI de Ações – Geral – Art. 8º, II, a).

Os gestores com maior posição entre todos os RPPS

A tabela abaixo mostra a distribuição da alocação dos RPPS em fundos de investimentos por gestora. No mês de julho 2020 a Caixa Econômica Federal tem R$ 64,4 bilhões alocados nas carteiras dos RPPS no Brasil, o que representa 34,1% do patrimônio dos RPPS. A segunda maior gestora é o BB DTVM com R$ 53,5 bilhões ou 28,3% do total do patrimônio.

O Itau Unibanco S.A. é o terceiro gestor com R$ 9,0 bilhões ou 4,8%. A BRAM detém a quarta posição com R$ 8,6 bilhões, que representa 4,6% do patrimônio dos RPPS.

Caixa e Banco do Brasil concentram 62,4% do patrimônio alocado pelos RPPS e os quatro maiores gestores concentram 67,2% em julho de 2020.

A Vinci Equities Gestora de Recursos Ltda é a sétima maior gestora com fundos adquiridos pelos RPPS e a primeira entre os gestores independentes.

Em julho de 2020, 105 gestoras venderam seus fundos para os RPPS.

O volume total alocado em fundos pelos RPPS em julho de 2020 é de R$ 189,0 bilhões.

Os fundos mais comprados por todos os RPPS

A tabela abaixo apresenta os 25 fundos mais comprados por todos os RPPS. Onze são da CEF, dez do BB DTVM, dois da BRAM, ItauUnibanco e Banrisul têm um fundo cada um.

17 fundos são de (RF – FI 100% títulos TN – Art. 7º, I, b), seis de (RF – FI RF – Geral – Art. 7º, IV, a) e dois de (RF – FI RF Referenciado – Art. 7º, III, a).

Em julho de 2020 os RPPS alocaram seus recursos em 553 fundos.

O fundo da Caixa (FIC Brasil Gestão Estratégica RF) é o mais adquirido pelos RPPS no mês de julho de 2020 com R$ 11,1 bilhões e o segundo fundo mais alocado é do BB DTVM (BB Prev RF Alocação Ativa Fcfi) com R$ 9,97 bilhões.

Maiores gestores presentes por estado

São Paulo. Quais gestores estão nos RPPS no estado?

Para exemplificar tomamos o estado de São Paulo e verificamos que 84 gestoras estão presentes no estado em junho de 2020, sendo que a Caixa Econômica Federal tem R$ 13,5 bilhões do patrimônio dos RPPS do estado. BB Gestão de Recursos Dtvm S.A com R$ 9,50 bilhões é a segunda gestora com maior presença. Todas as demais 82 gestoras têm participação inferior a R$ 4 bilhões.

A Western Asset Management Company Dtvm Ltda. é a primeira gestora independente da lista, está na sexta posição com R$ 1,0 bilhão.

Lembramos que nos últimos três meses podemos ter posições em aberto pelo fato dos RPPS ainda não terem publicado suas carteiras e que o último mês disponível é o de setembro, já que nenhum RPPS do estado de São Paulo publicou a sua carteira de outubro na CADPREV.

Exposição das carteiras dos RPPS em renda variável

Abaixo o levantamento da exposição indireta das carteiras dos RPPS em renda variável.

A plataforma da Economatica permite analisar a exposição indireta (abrindo e consolidando as posições) que os RPPS têm em qualquer tipo de ativo, seja de renda variável, renda fixa, debêntures, operações compromissadas, investimentos no exterior, etc.

Na tabela abaixo listamos os 25 RPPS com maior exposição financeira em renda variável na última carteira aberta, lembramos que os fundos que são adquiridos pelos RPPS podem ter as posições escondidas nos últimos 3 meses.

A carteira do RPPS do Estado do Amazonas – AM é a que tem a maior exposição financeira indireta em renda variável com R$ 1,33 bilhão ou 4,53% do seu patrimônio, sendo que 22,04% estão alocados em ações, 0,34% em BDR´s, 1,32% em Units e 0,61% em ações alugadas (doadas).

Nove RPPS na tabela têm exposição indireta em posição short sendo que o RPPS de Santos – SP tem o maior volume alocado com R$ 7,1 milhões, o que representa -0,52% do patrimônio do RPPS.

As gestoras com maior alocação desconsiderando os grandes bancos

Para a elaboração do levantamento abaixo não foram consideradas os seguintes bancos:

Caixa Econômica Federal, BB DTVM, BRAM, ItauUnibanco, Banrisul, Banestes e Santander.

A tabela traz os 25 fundos mais alocados pelos RPPS no universo de gestoras independentes.

Western Asset, Sicredi e Vinci Equities Gest. de Rec. Ltda têm a maior quantidade de fundos com três fundos. Outras cinco gestoras têm dois fundos cada uma e 6 gestoras aparecem com um único fundo entre as 25 maiores.

Lembramos que a amostra foi ordenada pelo mês de julho, porque alguns RPPS ainda não publicaram as carteiras dos últimos 3 meses ou estão em revisão na CADPREV.

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