Fundos de previdência sobem em 2020 contrariando o Ibovespa

Fonte: E-investidor/ Estadão

Desde a aprovação da reforma da previdência, a aposentadoria acabou adiada e o cheque mensal do INSS ficou bem mais magro. Muitos investidores decidiram então aderir aos fundos de previdência, em busca de reservas que lhes garantam sossego financeiro na terceira idade. Não por acaso, investir na aposentadoria é a segunda prioridade dos brasileiros no mercado financeiro, aponta o Estudo de Investidores Globais 2020, da gestora Schroders.

Assim como qualquer outro fundo, o produto pode ser de renda fixa, multimercado ou ações. As principais diferenças em relação aos demais fundos são a menor taxa de administração, regras mais rigorosas para mudanças na alocação de recursos e visão de longo prazo.

Daniel Jannuzzi, economista da Magnetis, aponta como uma das grandes vantagens do produto a possibilidade de cadastrar a aplicação em débito automático – uma ajuda para que os mais desorganizados se mantenham fiéis à estratégia. “A estrutura do fundo é toda pensada na aposentadoria do investidor”, diz Jannuzzi.

Segundo um levantamento da Magnetis, há 1.709 fundos de previdência abertos para captação que se enquadram nas categorias de previdência da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). Não são fundos masters (possuem taxa de administração maior que 0,1%)  e apresentam patrimônio líquido (PL) de, no mínimo, R$ 5 milhões.

Até o fim de outubro, 1.707 destes fundos tinham desempenho acima do Ibovespa, que caía 18,76% no acumulado do ano até a data. Dentre estes fundos, 25 registravam alta de 10% em 2020. Já mas o número de aplicações com variação positiva no ano chegava a 1.066.

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