Opinião: As variáveis da bolsa

Por Jessica Castro / Analista de B2B e Marketing na Ativa Investimentos

CONTEÚDO EXCLUSIVO

Estamos operando na Bolsa de valores novamente em queda, isso é lembrado a todo momento. O motivo da baixa nós sabemos: nossa área fiscal e a nossa política. Quando a bolsa começa a respirar, vem o relator da PEC do Pacto Federativo e confirma que o Fundeb e os precatórios serão utilizados para financiar o Renda Cidadã. Lembrando que até o final deste ano o planalto aprovará em torno de 11 projetos.

Sendo assim, temos dois lados que podem trazer volatilidade ainda nesse ano. A primeira, como já está acontecendo com o Renda Cidadã, é a possibilidade dos projetos não atenderem a necessidade de preservação da economia brasileira. E isso já sabemos que trará descrença e minará a credibilidade da capacidade de gestão do nosso país. Com isso afastará os investidores domésticos e estrangeiros, fazendo a bolsa cair. Lembrando que esse primeiro caminho tem grandes chances de acontecer já que estamos próximos das Eleições. Com a proximidade dessa data, as decisões deixam de ser em função do desenvolvimento do país para ganhar votos.

A outra possibilidade é a desorganização interna que pode travar o processo de aprovação. Essa alternativa também não é bem vista por ninguém. Quem irá investir nos ativos brasileiros com Selic baixa e nível de risco maior que outras economias? Além disso, muitas questões internas dependem dessas aprovações, principalmente a nossa área fiscal que tanto preocupa.

Esse fluxo de causas e consequências, culmina no principal fator do mercado: Oferta e demanda. Com credibilidade afetada, os nossos ativos são menos atrativos. Isso afeta a bolsa e a dívida pública também! Anal, esquecemos que o tesouro é mais que um ativo de renda fixa para a sua carteira. Ele é a uma das formas do governo se financiar. Sem taxas atrativas e com o Risco-País alto ninguém comprará nosso título e com isso o governo também diminuirá o potencial dessa fonte de financiamento.

São muitos os fatores para aguardar, sem mencionar as variáveis internacionais e a pandemia, iriamos escrever mais algumas linhas. O que podemos tirar daqui é: observem e se protejam. Entre nas oportunidades com a sua proteção de renda fixa. No mais, não venda no desespero. Apesar dos impasses domésticos, o caos que estamos passando é mundial e ainda tem muita água para rolar!

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