Reação do mercado financeiro no atentado às Torres Gêmeas

Por Joane Weinert Investimentos RPPS

CONTEÚDO EXCLUSIVO

Dois aviões atingiram o World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001, entre 8h46 e 10h28, quase no mesmo instante um terceiro atingiu o Pentágono e outro um campo na Pensilvânia. No maior ataque terrorista da história 2993 morreram e outras 6200 ficaram feridas.

O atentado gerou pânico instantâneo nas bolsas americanas, que ficaram quatro pregões sem operar retornando com perda de bilhões de dólares. Na época, a BM&F Bovespa abriu as portas, mas encerrou o expediente no meio do pregão com queda de 9,18%.

O que aconteceu depois?

Para tentar evitar uma crise, o Governo Americano injetou US$ 300 bilhões no mercado financeiro, Nova York recebeu US$ 20 bilhões para obras de reconstrução, e o orçamento dos militares chegou a US$ 500 bilhões.

Mas com medo de novos ataques a economia continuava parada, e a maneira encontrada de forçar as pessoas a consumirem foi dando dinheiro a elas. Assim, a Casa Branca baixou os juros para que os bancos pudessem emprestar cada vez mais dinheiro para financiamentos imobiliários, ajudando as famílias a comprarem a casa própria com a intenção de movimentar a economia.

Para ganhar mais dinheiro, os bancos americanos revendiam os financiamentos uns para os outros, como muita gente recebeu o crédito quando a situação realmente apertou o pior aconteceu: eles pararam de pagar. Gerando uma reação em cadeia que quebrou várias instituições e, aí sim, provocando uma crise financeira global entre 2008 e 2009. Fazendo o Governo dos EUA destinar seu orçamento para salvar os bancos fazendo sua dívida explodir.

Os atentados representaram um dos momentos únicos nas relações internacionais, sendo apontado como um marco daqueles que se divide em antes e depois. A audácia dos ataques mexeu não só com os Americanos, mas com o mundo todo.

A economia foi afetada em diversas áreas, como a segurança, infraestrutura e o mercado de capitais, este sempre sensível e que conta com a confiança de que tudo segue dentro de uma “normalidade controlada”.

Nesse sentido, as consequências econômicas do 11 de setembro não poderiam ser medidas apenas com os efeitos imediatos. Ainda hoje, 19 anos depois, esta data é bastante lembrada e modificou o contexto político-diplomático internacional para sempre.

As movimentações econômicas que estão ocorrendo nos últimos meses com a Pandemia faz lembrar os esforços feitos na época dos atentados para a economia não parar. Com certeza mais um divisor de águas da história, resta saber como e quando iremos passar por tudo isso.

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