Opinião: Como são precificados os ativos

Por Jessica Castro / Analista de B2B e Marketing na Ativa Investimentos

CONTEÚDO EXCLUSIVO

Muitos investidores, quando entram na bolsa de valores, iniciam as suas operações sem qualquer noção de como as ações são precificadas no mercado. Essa falta de conhecimento pode gerar movimentos de alta volatilidade não condizentes com o preço dos ativos. Para o investidor ter discernimento e não tender a decisões erradas alguns vieses dessa precificação devem ser esclarecidos.

Começando com o básico: quando você compra uma ação você está adquirindo uma pequena parcela do patrimônio daquela empresa. Em uma situação ideal, a valorização ou desvalorização da ação seguiria a performance daquela companhia. 

No mercado, o preço do ativo é visto pelo investidor como uma expectativa futura da performance da empresa. Essa expectativa gera a volatilidade, que tem sido cada vez mais impactante com o maior volume de investidores na Bolsa.

O fator principal da precificação das ações é a oferta e a demanda. À medida que mais investidores querem comprar determinadas ações mais caras elas ficam, pois com a demanda garantida o atual proprietário desses ativos terá o privilégio de escolher o preço deles. O contrário também pode acontecer, caso ninguém esteja interessado naquelas ações, o atual proprietário terá dificuldade para vendê-las e pode acabar vendendo com um preço até menor do que elas valem apenas para garantir a venda. Sabemos que a oferta e demanda influenciam muito nos preços das ações, a procura pelos ativos se movimenta através da visão que os investidores tem da companhia no mercado financeiro.

Para isso, alguns acontecimentos podem interferir nessa relação. O primeiro deles é o resultado financeiro dessa empresa, que pode vir em linha ou não com o esperado pelo mercado. Se for um resultado positivo as ações valorizam, se for negativo as ações  desvalorizam. Parece uma conta simples, mas em alguns momentos as empresas podem não ter gerado lucros ou podem estar com níveis de endividamento diferentes de seus pares no mercado. Nesse sentido se torna importante o investidor analisar a fundo a companhia no qual quer aplicar seus recursos, destrinchando os resultados e se atentando às entrelinhas

Outro fator que pode ou não tornar a ação atrativa é o cenário macro que a envolvem. Quando a economia vai bem a tendência é que a bolsa que num viés otimista. Os dados setoriais também influenciam as empresas em suas respectivas áreas. Um exemplo seria o preço do minério de ferro ou do petróleo oscilar e impactar as empresas que são dependentes dessa matéria prima. O câmbio, principalmente o dólar, também pode influenciar na saúde financeira da empresa. Isso acontece quando há dívidas ou receitas atreladas a essa moeda.

Por m, as notícias e especulações também têm influência na precificação. No atual mundo globalizado com alto nível de circulação de informações, opiniões de gestores renomados ou notícias também podem impactar os preços dos ativos. Quando for avaliar um fato novo, o ideal é sempre fazer a pergunta: Essa notícia era esperada pelo mercado? Após ter a resposta, avalie os seus impactos.

Movidos por tendências ou pouca análise, muitos investidores podem amargar prejuízos tomando decisões por impulso. Não se aprofundar no estudo das informações afeta a razão interferindo na capacidade analítica. Diante do que foi falado, voltamos a base do bom investidor: conheça e se aprofunde nos ativos para não seguir o efeito manada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *