Opinião: BDR é mais uma ferramenta para diversificação

Por Jessica Castro / Analista de B2B e Marketing na Ativa Investimentos

CONTEÚDO EXCLUSIVO

A Comissão de valores imobiliários (CVM) facilitou o investimento do investidor brasileiro a ações estrangeiras através dos BDR’s na B3. O que antes era restrito aos investidores qualificados com patrimônio superior a 1 milhão de reais, a partir de setembro estará disponível para os investidores do varejo.

Como o BDR era algo disponível para um número menor de investidores, a liquidez desse ativo era muito pequena e restringia ainda mais o nível de atratividade na bolsa. Para quem não conhece, os BDR’s são como uma ponte para os investidores interessados em investir no mercado estrangeiro.

Porém, é importante informar que o investidor não se torna sócio da empresa. Funciona assim: uma instituição depositária compra as ações da empresa estrangeira e deposita em um custodiante. Logo depois, essa instituição se registra na CVM e emite os recibos. Por isso, o investidor não investe diretamente na empresa e sim, em um ativo lastreado na ação da empresa estrangeira.

As principais mudanças das novas regras da BDR’s são: Permissão para que os BDR sejam lastreados em ações emitidas por emissores estrangeiros com ativos, receitas ou títulos de dívida no Brasil. Antigamente, apenas ações emitidas por companhias abertas, com sede e ativos preponderantemente localizados no exterior, poderia ser o lastro para ativos negociados no Brasil. Permissão para investidores não qualificados negociem BDR do Nível I Possibilidade para a emissão de BDR’s lastreados em cotas de fundos de índice admitidas à negociação no exterior.

Mas qual o benefício de investir em um BDR? Em primeiro lugar precisamos entender como varia o valor final desse ativo para o investidor brasileiro. Quando o investidor investe nesse ativo, ele fica exposto a duas variáveis: o preço da ação lá fora e ao câmbio. Quando se compra R$ 100 em um BDR, você compra a proporção desse valor pelo preço do ativo em dólar.

Mas quando acontece a venda desse ativo, além da variação do preço do ativo, você terá que atualizar esse valor da venda pela mudança da cotação da moeda americana. Mas, se expor ao cambio não é o principal foco para aplicar nesse ativo e sim, diversificar ainda mais a carteira com ativos com cenários não correlacionados.

Saiba Mais

BDR para RPPS – Investimentos no Exterior: resolução que altera os limites para investimentos da Resolução nº 3.922, de 25 de novembro de 2010.

Resolução Nº 4.695, de 27 de Novembro de 2018

Tabela com novos limites da Resolução Nº 4.695

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