Princípios para os Investimentos Responsáveis

Por Joane Weinert Investimentos RPPS

CONTEÚDO EXCLUSIVO

A sigla PRI (Principles for Responsible Investment em inglês) representa um compromisso com a atenção voltada aos aspectos social, ambiental e de governança corporativa para a escolha de ativos e carteiras para investimento dos seus recursos.

Os Princípios para o Investimento Responsável foram desenvolvidos por um grupo internacional de investidores institucionais refletindo a crescente importância das questões ambientais, sociais e de governança para as práticas de investimento.

O programa foi lançado em 2006 na sede da Bolsa de Valores de Nova Iorque, no ano seguinte, 2007, uma cerimônia de adesão dos signatários na Bolsa de Valores de São Paulo oficializou a versão brasileira do programa.

Investimento Responsável é uma abordagem para investimentos que reconhecem a relevância para o investidor de fatores ESG e para a saúde e estabilidade do mercado como um todo.

A missão do PRI é se esforçar para alcançar “um sistema financeiro global economicamente eficiente e sustentável seja absolutamente necessário para a criação de valor no longo prazo. Tal sistema recompensará o investimento de longo prazo e responsável, beneficiando o meio-ambiente e a sociedade como um todo”.

O PRI oferece apoio internacional aos seus signatários, para que todos os desafios sejam enfrentados. Esta rede ajuda a coordenar o engajamento com empresas e tratar de questões regulatórias locais, organizam eventos regionais e ajustam os recursos do PRI para os mercados locais.

Formado por um conjunto de seis melhores práticas e tem como objetivo influenciar os investidores na hora de direcionar os recursos, a fim de viabilizar a incorporação das questões socioambientais e de governança às práticas de análise, decisão e gestão de investimentos. Os signatários do PRI assumem os seguintes compromissos:

  1. Incorporar os temas ESG às análises de investimento e tomada de decisão.
  2. Ser pró-ativo e incorporar os temas ESG às políticas e práticas de propriedade de ativos.
  3. Fazer com que as entidades que recebem investimentos divulguem suas ações ESG.
  4. Promover a aceitação dos Princípios dentro do setor do investimento.
  5. Trabalhar unido para ampliar a eficácia na implementação dos Princípios.
  6. Divulgar relatórios sobre atividades da implementação dos Princípios.

“Os Princípios servem como plataformas valiosas para formalizar e direcionar nossos esforços para o investimento responsável, ampliando a consciência dentro das companhias e oferecendo uma linguagem e um conjunto de expectativas comuns para nossos parceiros de investimento, nossas equipes de gestão de carteira e outros stakeholders. Nós enxergamos o valor da interação e do aprendizado com outros pares que partilham desse compromisso conosco”. George R. Roberts (Vice-Presidente e Co-Fundador / KKR)

O PRI oferece apoio internacional aos seus signatários, para que todos os desafios sejam enfrentados. Esta rede ajuda a coordenar o engajamento com empresas e tratar de questões regulatórias locais, organizam eventos regionais e ajustam os recursos do PRI para os mercados locais.

O documento de apresentação do PRI de 2019, cita que esta rede orienta o interesse por este tipo de investimento:

Pelo entendimento de que a integração destes temas são parte do compromisso fiduciário do investidor com seus clientes e beneficiários.

  • Pela preocupação com o impacto no desempenho da companhia, retorno do investimento e comportamento do mercado de se pensar somente no curto prazo.
  • Pelos requisitos regulatórios para que os investidores exerçam seus direitos e responsabilidades como detentores de ativos.
  • Pela pressão dos competidores que buscam se diferenciar por meio do investimento responsável.
  • Por motivações éticas dos investidores, clientes e beneficiários.

O relatório do grupo de estudos, emitido em 2019, informa que já são mais de 1.400 signatários em 50 países, e juntos representam US$ 59 trilhões em ativos.

No Brasil, são 50 instituições, e 7 delas fazem parte da lista divulgada pela SPREV em 2018 que trata das instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil obrigadas a instituir comitê de auditoria e comitê de riscos conforme Resolução CMN Nº 4.695. As instituições são: Votorantim Asset Management, Banco BTG Pactual, Caixa Econômica Federal, BB DTVM, Bradesco Asset Management, Santander Brasil Asset Management e Itaú Asset Management.

Mesmo que a adesão ainda não seja grande, o mercado financeiro começa a lançar produtos que sigam esta linha da sustentabilidade. Focando, além do meio ambiente, em ética, diversidade e governança corporativa.

“Essa agenda não é passageira. Temos visto uma demanda maior e recebido mais questionamentos sobre como fazer isso. Nos últimos três anos, essa agenda ganhou uma tração global”. Tatiana Assali (Sócia da Resultante Consultoria)

A B3 foi a primeira bolsa do mundo a assinar o Pacto Global da ONU (2004) e a primeira de um país emergente a se comprometer com os Princípios para o Investimento Responsável (2010). Hoje ela possui três índices que analisam o desempenho das empresas voltadas para assuntos sustentáveis

Índice Carbono Eficiente (ICO2): Desenvolvido em parceria da B3 com o BNDES. É composto por ações das companhias participantes do índice IBrX50 que leva em consideração o grau de eficiência de emissões de Gases do Efeito Estufa de cada uma delas.

Índice de Governança Corporativa (IGC): Mede o desempenho das ações de empresas que adotam padrões de governança corporativa. Busca refletir a variação dos preços dos ativos e o impacto que a distribuição desses ativos teria no retorno do índice.

Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE): Compara o desempenho das empresas sob o aspecto da eficiência econômica, equilíbrio ambiental, justiça social e governança corporativa.

Para a B3 “ao decidir incorporar a agenda de sustentabilidade em seu negócio, as empresas logo percebem que esta é uma corrida sem linha de chegada. A cada dia, surgem novas demandas, levando a um processo de evolução permanente”.

Investir em uma empresa preocupada em cuidar dos recursos naturais e da sociedade como um todo gera uma cadeia que só cresce. Zelando pelos recursos naturais o desenvolvimento se torna constante.

O investimento responsável passa a ser uma consciência que tem crescido consideravelmente ao longo dos anos. Colocar os objetivos do PRI em prática significa mudança em busca de melhores resultados trazendo ganhos para a sociedade em geral.

Saiba Mais

unPRI.org

Plano Estratégico para o Investidor Responsável Princípios para o Investimento Responsável

B3 – Sustentabilidade

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